É claro e
evidente o estado de caos e lamúria na segurança pública não só de São Luís,
mas do Brasil inteiro. Os recentes atentados
na cidade, provocando a morte de inocente
parecem ter sido a única ( e lastimável) forma de chamar a atenção da sociedade para o que vem
ocorrendo no Maranhão, mais precisamente nos presídios. Disputas entre facções,
decapitações, fugas em massa, tudo isso vem provocando um verdadeiro estupor nos
maranhenses, que agora mais do que nunca vivem à sombra do medo. Mas, uma
pergunta: Quem são os verdadeiros responsáveis por estas barbaridades? Alguns
podem dizer logo de cara, “são esses bandidos que ficam fugindo e tocando o
terror!”; Até concordo em certo grau com essa afirmação, entretanto o que quero
dizer é que por trás disso tudo há uma série de razões que vem levando a esses
trágicos acontecimentos. A começar pelo
tratamento dispensado aos presidiários da penitenciária de Pedrinhas, o que
inclui sessões de tortura, falta de condições dignas de higiene, superlotação e
alimentação precária( segundo relatos de presos, as marmitas lá fornecidas são
comumente fora de qualquer padrão de higiene, vindo estragadas ou com insetos
). Segundo, há uma grande, para não dizer total, negligência por parte do poder
público quanto a fiscalização tanto dos presos quanto da estrutura que os
abriga, o que torna possível em pleno presídio o porte de armas, munições e de
ferramentas que tornam viáveis fugas.
Assim, temos o queijo e a faca na mão
para suprirmos nossa população carcerária de ódio e sede de vingança. E por
baixo dos panos, no comando de todo esse escarcéu tem-se o mandonismo de nossos
representantes políticos que, regados a
lagosta e uísque, deixam seus supostos papéis de gestores públicos para articularem
mecanismos eleitoreiros. Para que gastar verbas em segurança pública?Não, o
que importa é investir em campanhas políticas, mostrar que o PIB do Maranhão cresceu
que somos hoje um estado mais rico, que temos todas as estradas asfaltadas! É
pensando desta forma que caminhamos para um abismo _com toda força da redundância_,
um abismo sem fim, um abismo que dura mais de cinco décadas e que continuará se
permitirmos que pessoas que agem dessa forma permaneçam no poder.
Não deixemos
que a revolta pela morte da menina Ana Clara se apague, não permitamos que a
decepção com o poder público se esvaneça na primeira promessa de campanha, não
deixemos de ser, pelo menos uma vez, cidadãos. Por isso nas próximas eleições tenham
muita cautela e consciência do seu voto. Este sim pode fazer a diferença se bem
pensado e se cobrarmos dos eleitos o cumprimento de todas suas obrigações.







