sábado, 11 de janeiro de 2014

Os verdadeiros bandidos


É claro e evidente o estado de caos e lamúria na segurança pública não só de São Luís, mas do Brasil inteiro.  Os recentes atentados na cidade, provocando a morte de inocente  parecem ter sido a única ( e lastimável) forma de chamar  a atenção da sociedade para o que vem ocorrendo no Maranhão, mais precisamente nos presídios. Disputas entre facções, decapitações, fugas em massa, tudo isso vem provocando um verdadeiro estupor nos maranhenses, que agora mais do que nunca vivem à sombra do medo. Mas, uma pergunta: Quem são os verdadeiros responsáveis por estas barbaridades? Alguns podem dizer logo de cara, “são esses bandidos que ficam fugindo e tocando o terror!”; Até concordo em certo grau com essa afirmação, entretanto o que quero dizer é que por trás disso tudo há uma série de razões que vem levando a esses trágicos acontecimentos. A começar  pelo tratamento dispensado aos presidiários da penitenciária de Pedrinhas, o que inclui sessões de tortura, falta de condições dignas de higiene, superlotação e alimentação precária( segundo relatos de presos, as marmitas lá fornecidas são comumente fora de qualquer padrão de higiene, vindo estragadas ou com insetos ). Segundo, há uma grande, para não dizer total, negligência por parte do poder público quanto a fiscalização tanto dos presos quanto da estrutura que os abriga, o que torna possível em pleno presídio o porte de armas, munições e de ferramentas que tornam viáveis fugas.

Assim, temos o queijo e a faca na mão para suprirmos nossa população carcerária de ódio e sede de vingança. E por baixo dos panos, no comando de todo esse escarcéu tem-se o mandonismo de nossos representantes  políticos que, regados a lagosta e uísque, deixam seus supostos papéis de gestores públicos para articularem mecanismos eleitoreiros. Para que gastar verbas em segurança pública?Não, o que importa é investir em campanhas políticas, mostrar que o PIB do Maranhão cresceu que somos hoje um estado mais rico, que temos todas as estradas asfaltadas! É pensando desta forma que caminhamos para um abismo _com toda força da redundância_, um abismo sem fim, um abismo que dura mais de cinco décadas e que continuará se permitirmos que pessoas que agem dessa forma permaneçam no poder.

Não deixemos que a revolta pela morte da menina Ana Clara se apague, não permitamos que a decepção com o poder público se esvaneça na primeira promessa de campanha, não deixemos de ser, pelo menos uma vez, cidadãos. Por isso nas próximas eleições tenham muita cautela e consciência do seu voto. Este sim pode fazer a diferença se bem pensado e se cobrarmos dos eleitos o cumprimento de todas suas obrigações.



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