domingo, 29 de abril de 2012

Marcha Contra a Corrupção






Em meio a tantos atentados contra a democracia brasileira o povo decidiu sair às ruas mostrar sua indignação com o câncer do Brasil, a corrupção. Dia 21 de abril (Dia de Tiradentes) várias cidades de vários estados organizaram e participaram da Marcha Contra a Corrupção, uma maneira de dizer que não estamos nem um pouco contentes com o comportamento de nossos caros representantes políticos.
São Luís também teve sua participação, apesar de contar com alguns imprevistos, chuva, muitas pessoas que estavam confirmadas não apareceram, enfim, uma série de fatores que tinham tudo para por a Marcha água abaixo. Porém, mandinga de Sarney ou não, a Marcha aconteceu. A concentração aconteceu no retorno da Cohama e de lá prosseguimos em caminhada até a Assembleia.



Munidos de narizes de palhaço e com as caras pintadas com as cores da bandeira tentamos conscientizar às pessoas que ali passavam de que elas, assim como nós, também têm seus direitos usurpados por uma meia dúzia de políticos que pensam estar num nível mais elevado que o resto da população. Entre os objetivos da manifestação estavam o voto aberto parlamentar, corrupção como crime hediondo, fim do foro privilegiado e quebra da oligarquia Sarney no Maranhão.
Enfatiza-se que a manifestação não teve nenhuma ligação com partidos políticos, o que se tinha eram cidadãos, inconformados com a situação de descaso e podridão vigente no país. Queremos democracia, queremos justiça, queremos honestidade, queremos que nossos representantes façam valer cada voto nosso. E pra finalizar este post coloco uma música bem conhecida e que expressa bem a realidade brasileira:
                               
Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
( Que País É Esse_ Legião Urbana)

domingo, 8 de abril de 2012

Os salários da vergonha


R$ 622,00 , este é o valor com o qual milhares de brasileiros sobrevivem por mês. Passou-se um ano(2010) discutindo-se o aumento de R$ 512,00 para R$ 545,00 , a vontade do poder central ia de encontro ao dos sindicalistas que almejavam R$ 580,00. Acertou-se em R$ 545,00 a fim de não prejudicar o crescimento econômico nacional. E no começo de 2012, com base no crescimento do PIB nos últimos 2 anos teve-se um aumento de 14%, indo o salário mínimo para R$ 612,00.
Mas, afinal de contas, qual nossa intenção de divulgar tais valores? É mostrar que para aumentar o valor do salário mínimo, o salário que cai na conta da maior parte do povo brasileiro, há uma extrema burocracia enquanto que para aumentar o salário de um deputado ou senador basta ele próprio votar numa Emenda que o beneficie, ou seja, os deputados e senadores escolhem o salário que desejam receber, simples assim! Claro que um ajuste, ainda que pequeno, no salário mínimo requer um gasto grande aos cofres públicos e por este motivo deve-se ter moderação no seu aumento. Contudo porque não há a mesma moderação no salário das autoridades políticas? Onde está a igualdade de tratamento? Será que os senadores, deputados, prefeitos, governadores merecem receber bem mais que o resto da população?
O argumento de muitos “ a Lei permite...”, o que não é totalmente falso, uma vez que as leis deixam brechas para práticas ilícitas e falta fiscalização, porém é contra a própria Constituição. O salário atual de deputados e senadores é de R$ 26.700, fora o décimo-terceiro e duas “ajudas de custo” (no mesmo valor do salário), resultando num total de 15 salários. Ao ano isso significa num gasto R$ 237 milhões aos cofres públicos.
No Maranhão o buraco é mais fundo ainda, aqui os deputados ganham (pasmem) 18 salários! São os 12 subsídios mensais, de cerca de R$ 20,5 mil, mais o 13º salário e outros cinco adicionais, divididos entre o primeiro e a último mês do ano. Nos meses de dezembro e fevereiro, os parlamentares recebem uma "ajuda de custo" de R$ 50.105,85, determinada por decreto legislativo em 2006. Esse valor é adicionado ao salário pago normalmente, além de seus subsídios mensais de R$ 20.042,34. O total que os parlamentares recebem em cada um desses dois meses é de nada mais nada menos que R$ 70.148,19. A justificativa para a concessão das verbas de entrada e de saída é de que elas serviriam para compensar as "despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária", como se o que eles ganham fosse pouco. No furor de tal constatação pelo poder Federal criou-se uma proposta que reduz de 18 para 15 subsídios a serem pagos aos parlamentares. Nada fizeram.
Enquanto poucos ganham um absurdo a pobre população brasileira se vê sujeita a míseros R$ 622,00. O bolo continua mal partido.